A Veja publica acusações contra Lula com base em uma delação de Daniel Vorcaro cuja narrativa, segundo a própria reportagem, não tem comprovação. Não é a primeira vez, como se sabe, e não será a última.
A reportagem afirma que Vorcaro teria liberado dinheiro para um filme sobre Lula na expectativa de obter vantagens em negócios com o governo federal. Segundo a publicação, o banqueiro reuniu os detalhes dessa história em um anexo encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR). A Procuradoria, porém, não levou o caso adiante por falta de provas, inclusive porque os pagamentos alegados teriam sido feitos em dinheiro vivo.
“Ao contrário do que sugerem essas conversas, não há qualquer prova de que Lula teve realmente esse encontro com Vorcaro”, reconhece a matéria a alturas tantas. A revista também afirma que, apesar dos contatos e do dinheiro que Vorcaro alegava ter sido pago por exigência de João Vaccari Neto, o banqueiro não conseguiu captar recursos nos fundos federais.
A ideia é equiparar o documentário sobre Lula feito por Oliver Stone ao “Dark Horse”. Chega a ser pueril. Mas é banditismo, mesmo.
O empresário João Moreira Salles, em artigo publicado na Piauí, chamou atenção para os encontros e jantares de empresários e dirigentes do mundo corporativo e financeiro com Flávio Bolsonaro.