Não está descartada a possibilidade trágica de retorno do bolsonarismo à presidência da república no Brasil. As pesquisas mais recentes indicam uma diminuição da vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro. Sem contestar levantamentos específicos, vale salientar que pesquisas, em geral, devem ser vistas com cautela, envolvem interesses de quem as contrata e de quem as realiza. Percebe-se, mesmo assim, que a direita está se recompondo, após o baque sofrido pelo filho de Jair desde a revelação de suas relações íntimas com o banqueiro preso Daniel Vorcaro e sua traição à pátria pedindo para Trump sobretaxar a economia brasileira.
A eleição presidencial de 2026 será decidida no detalhe, pelo movimento da minoria de indecisos, e pela rejeição – fundamental, portanto, desconstruir o filho de Jair junto ao eleitorado não lulista nem bolsonarista.
A grande mídia tradicional, de forma claramente coordenada, voltou suas baterias contra o filho de Lula. Não quer o presidente reeleito em 1º turno, seria uma vitória expressiva que lhe daria muita força política para avançar em questões que desagradam os donos do poder. Se tiverem de aceitar Lula reeleito, que seja por margem apertada, no 2º turno.
No Judiciário, Nunes Marques, à frente do Tribunal Superior Eleitoral, concentrou em si as reclamações eleitorais, e outro ministro do STF ligado ao bolsonarismo, André Mendonça, protege o filho de Jair, boicota a Polícia Federal e municia a grande mídia e o bolsonarismo digital com investigações absurdas sobre Lulinha.
Tudo isso enquanto Trump intervém de maneira cada vez mais agressiva numa eleição que lhe interessa muito – Brasil e México são as últimas resistências ao domínio imperialista da América Latina pelos EUA. E alinhadas ao projeto trumpista, as big techs que controlam o universo digital colocam seus algoritmos a privilegiar a extrema direita.