Deputados federais do Partido dos Trabalhadores (PT) acionaram a Procuradoria-Geral da República (PGR) apontando que houve crime eleitoral na convenção do Partido Liberal (PL) que confirmou o senador Flávio Bolsonaro (RJ) como candidato à Presidência da República.
Os parlamentares questionam a presença do presidente argentino Javier Milei no palanque de Flávio, com ofensas ao ministro do STF Alexandre de Moraes e ao presidente Lula (PT), e um vídeo feito por inteligência artificial (IA) que simulou o ex-presidente Jair Bolsonaro declarando apoio a Flávio.
O vice-líder do governo na Câmara e deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e a deputada federal Dandara Tonantzin (PT-MG) protocolaram notícias de fato para investigar a campanha de Flávio Bolsonaro. Já o deputado Reimont (PT-RJ) protocolou representação no Ministério Público Eleitoral, chefiado por Paulo Gonet, pedindo a abertura de investigação e a adoção de medidas para suspender imediatamente a divulgação do vídeo.
Lindbergh argumenta que a ida de Milei à convenção fere o artigo 337 do Código Eleitoral, que criminaliza a participação de estrangeiros e de brasileiros que não gozam de direitos políticos em atividades partidárias.
Para o parlamentar, Milei ultrapassou os limites de uma manifestação protocolar ao declarar apoio ao candidato oficializado pelo partido, pedir votos ao eleitorado brasileiro, mencionar a data da eleição, atacar o adversário político e criticar uma decisão do STF. “Não se tratou de uma saudação de cortesia entre nações. O chefe de Estado estrangeiro subiu ao palanque de uma convenção partidária brasileira para fazer campanha, pedir votos, desqualificar o candidato adversário e atacar decisão da mais alta Corte do país”, argumentou.