Ao ser perguntado sobre como ampliar o atendimento do SUS e com que orçamento, Flávio Bolsonaro, candidato às eleições presidenciais pelo PL, citou a intenção de implantar um prontuário eletrônico único para os brasileiros, vinculado ao Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e integrado à plataforma Gov.br, que já funciona no Sistema Único de Saúde (SUS).
O Ministério da Saúde já mantém sistemas de registro de atendimentos, uma plataforma para consulta de informações pelos cidadãos e uma infraestrutura nacional voltada ao compartilhamento de dados clínicos.
A iniciativa foi apresentada no contexto da disputa eleitoral entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que se enfrentaram no debate da Band no domingo (18), a uma semana do segundo turno, marcado para 25 de outubro de 2026.
Flávio, cuja principal proposta econômica é realizar um “tesouraço” com cortes de até R$ 250 bilhões em gastos governamentais, o que poderia afetar inclusive o financiamento público do SUS, não respondeu de onde viria o orçamento para ampliar os atendimentos da rede pública de saúde.
O plano mencionado brevemente por Flávio não traz uma tecnologia inédita no SUS, que já utiliza prontuários eletrônicos e um aplicativo que permite ao cidadão consultar informações clínicas e uma infraestrutura nacional para a troca de dados entre sistemas.