O governo de Donald Trump impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros em uma carta que citava Jair Bolsonaro, sancionou o ministro Alexandre de Moraes, recebeu Flávio Bolsonaro (PL) na Casa Branca e tentou enviar funcionários a Brasília para questionar o sistema eleitoral.
São alguns dos dez movimentos de Washington com repercussões na disputa política brasileira desde julho de 2025, reunidos em uma cronologia ampliada pelo Fórum Investiga, o núcleo investigativo da Fórum, que inclui ainda a reserva de US$ 1 milhão para um projeto americano contra a chamada “censura no Brasil”.
Em 9 de julho de 2025, Trump anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. Na carta do anúncio, publicada na íntegra pelo Poder360, ele citou o tratamento dado a Jair Bolsonaro, que respondia no Supremo Tribunal Federal (STF) pela trama golpista. Nove dias depois, em 18 de julho, os EUA revogaram os vistos do ministro Alexandre de Moraes e de aliados dele no STF, segundo o Poder360.
Em 30 de julho de 2025, o governo americano aplicou a Lei Magnitsky contra Moraes, segundo o Portal Tela. A Lei Magnitsky foi feita para punir violadores de direitos humanos. Ela bloqueia bens e proíbe negócios com o sancionado nos EUA. Moraes é o relator do caso de Bolsonaro, e Eduardo Bolsonaro (PL), que tinha se mudado para os EUA, fez campanha aberta pelas medidas. Em junho de 2026, o STF condenou Eduardo a 4 anos e 2 meses de prisão por coação no curso do processo, crime de pressionar quem atua numa ação judicial.
O Departamento de Estado, que cuida da política externa dos EUA, passou a ter um “assessor sênior para a política do Brasil”. O escolhido foi Darren Beattie, segundo a Reuters.