A aparição de Flávio Bolsonaro como filiado ao Missão sem reconhecer a mudança de partido não é um episódio isolado na história da Justiça Eleitoral. O senador entrou para uma lista que já teve Lula registrado no PL, Nikolas Ferreira apontado como integrante do PT e até Silvio Santos vinculado ao partido fundado pelo atual presidente.
Nesta quinta-feira (13), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) restabeleceu a filiação de Flávio ao PL e retirou o vínculo com o Missão. A correção resolve a situação partidária do senador, mas não encerra o caso: permanece a necessidade de descobrir quem realizou a inclusão e em quais circunstâncias.
O TSE informou que não houve invasão de seus sistemas. A filiação foi registrada a partir de credenciais válidas utilizadas para alimentar o sistema partidário. É justamente esse ponto que aproxima o episódio de casos anteriores.
O histórico mostra que filiações sem autorização não são uma novidade provocada pelo atual sistema. Há processos judiciais envolvendo o problema desde pelo menos 2001. Em alguns episódios, a irregularidade simplesmente colocou alguém em um partido ao qual nunca quis pertencer. Em outros, produziu consequências concretas: cancelamento da filiação verdadeira, problemas em candidaturas, processos disciplinares contra militares e até disputas sobre a representação de partidos no Congresso.
Entre casos comprovados pela Justiça, episódios ainda sob investigação e situações contestadas pelas próprias legendas, estes são alguns dos principais registros levantados pelo ICL Notícias: