A Procuradoria-Geral da República levou três dias para emitir parecer favorável à operação contra o publicitário Thiago Miranda, investigado no caso Banco Master. Já o pedido de abertura de investigação sobre o chamado caso Dark Horse, que também envolve Miranda, permanece sem manifestação pública mais de duas semanas depois de ter sido encaminhado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
O pedido relativo ao Dark Horse foi enviado à PGR em 30 de junho. A operação contra Thiago Miranda, por outro lado, chegou à Procuradoria em 3 de julho e recebeu parecer favorável no dia 6, durante o fim de semana.
A reportagem procurou a PGR por meio da assessoria de imprensa para saber se a manifestação sobre o Dark Horse já havia sido encaminhada ao STF. Em resposta, a Procuradoria afirmou que não existe prazo legal para a entrega do parecer.
A diferença de tramitação chama atenção porque os dois procedimentos têm um personagem em comum: Thiago Miranda. O publicitário foi alvo de medidas cautelares determinadas por Mendonça e aparece nas investigações como um operador ligado à produção de conteúdos audiovisuais relacionados ao grupo de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
O caso Dark Horse teve origem em informações sobre a produção de um documentário relacionado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O material passou a ser investigado depois que surgiram indícios de que a iniciativa poderia ter sido usada para aproximar empresários, produtores e integrantes do grupo político de Bolsonaro, além de movimentar recursos de origem ainda sob apuração.