Uma estratégia lançada nesta quarta-feira (7) por Kevim Flores, que mistura criptomoedas, propaganda eleitoral e vídeos de crianças dançarinas de Uganda, busca impulsionar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República por meio de uma suposta “dupla causa”: arrecadar recursos para as crianças africanas e estimular o voto no senador nas eleições brasileiras. O grupo, conhecido como HypersKids, reúne cerca de 13 milhões de seguidores no Instagram e passou a ser utilizado na divulgação do Brasil 22 Token (B22), uma moeda digital criada na rede Solana.
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A iniciativa, revelada pela jornalista Patrícia Campos Mello, na Folha de S.Paulo, e aprofundada pela Fórum, oferece criptomoedas como recompensa a usuários que divulguem o projeto, associado à candidatura de Flávio Bolsonaro, nas redes sociais. O mecanismo levanta suspeitas de propaganda eleitoral remunerada e pode, dependendo da finalidade dos pagamentos e da participação dos envolvidos, configurar até mesmo compra de votos, prática proibida pela legislação brasileira.
O ponto central é que a remuneração não ocorre necessariamente em reais, mas por meio de uma moeda digital criada pelos próprios organizadores, que pode ser negociada e convertida em dinheiro. A estratégia permite associar a divulgação eleitoral à promoção de um produto financeiro, cujo valor depende da procura de compradores.
O Brasil 22 Token (B22) é uma criptomoeda criada na rede Solana, plataforma que permite emitir e transferir moedas digitais sem a necessidade de desenvolver um sistema financeiro próprio.