A ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques (Republicanos), cotada para ser vice em uma chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), fez uma rodada de conversas com agentes da Faria Lima, em São Paulo, para defender a viabilidade eleitoral do senador na disputa presidencial de 2026.
Nas reuniões, Daniella apresentou ao setor financeiro a tese de que o grupo político de Flávio teria condições de enfrentar o que chamou de “riscos fiscais” deixados pela atual gestão. A abordagem econômica seguiu uma linha alinhada a demandas do mercado por ajuste fiscal e redução da máquina pública.
A economista esteve em pelo menos três bancos — Itaú, BTG e XP — e também participou de uma conversa com integrantes da Eurasia, consultoria especializada em análise de risco político. Os encontros ocorreram em meio às articulações para consolidar Flávio como possível nome do PL ao Planalto.
Ao Estadão, um executivo resumiu a avaliação de parte dos interlocutores: “Sem dúvida, ela tem muita credibilidade e agrega. O problema não é ela, mas o pré-candidato”.
Daniella afirmou nas conversas que a taxa elevada de juros está entre os maiores problemas do país e defendeu a necessidade de corte de despesas. O discurso não surpreendeu participantes dos encontros, que já esperavam uma sinalização de maior compromisso com controle de gastos.