"Foi o que restou", resumiu um aliado sobre o isolamento de Flávio Bolsonaro por partidos aliados, que barraram mulheres para vice. Para Rogério Correia, escolha é um "tiro no pé" e trará a tona a blindagem de Vorcaro e Zettel na CPMI do INSS.
Isolado pelas siglas do Centrão, como Progressistas, União, Republicanos e Podemos, onde se encontravam mulheres que poderiam reduzir os cerca de 20 pontos de diferença para Lula no eleitorado feminino, segundo pesquisas recentes, Flávio Bolsonaro (PL) optou por colocar na vice-presidência um homem, nordestino, que pode empurrar por dois meses a narrativa de fraude no INSS, envolvendo falsamente o nome de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Essa foi a análise imediata feita por aliados que orbitam o entorno do governo e da campanha de Lula sobre a escolha de Alfredo Gaspar (PL-AL) para compor a chapa “puro-sangue” de Flávio Bolsonaro, segundo apuração da Fórum.
“Foi o que restou”, resumiu um ex-ministro com trânsito no PT. “Ele vai falar de CPMI do INSS o tempo todo”, complementou.
A análise está alinhada com a de um ministro palaciano, com articulação direta com a campanha, que acredita que Gaspar foi escolhido pela atuação dele como relator da CPMI do INSS. ”