Enfileirados nos luxuosos clubes bancados com dinheiro público, militares da reserva voltaram a se assanhar com a possibilidade de uma nova tomada a força pelo poder, desta vez novamente com a ajuda dos EUA, de Donald Trump, que tem interferido diretamente nas eleições presidenciais do Brasil em favor de Flávio Bolsonaro (PL).
Após cederem o general Hamilton Mourão (Republicanos), então presidente do Clube Militar do Rio de Janeiro, para vice na chapa de Jair Bolsonaro (PL) em 2018, dando ares de apoio militar à candidatura, as entidades que aglutinam reservistas do Exército, Marinha e Aeronáutica divulgaram uma nota conjunta nesta segunda-feira (3) em que apontam “os riscos à nação” e conclamam para uma “reação cívica” às vésperas das eleições presidenciais, que apontam para a possiblidade de reeleição de Lula para um inédito e histórico quarto mandato.
“É evidente o inconformismo de uma parcela significativa da sociedade, da qual faz parte a maioria de nossos associados, diante da necessidade de uma reação cívica capaz de reverter a situação em que o Brasil se encontra”, diz a nota.
Em seguida, retoma um antigo jargão, historicamente alegado para tentativas de tomar o poder, que ofusca as mordomias em que vivem a nata do militarismo golpista brasileiro.
“Sob essa perspectiva, a leniência com a corrupção, a tolerância com o crime e o descaso com a gestão da coisa pública contribuíram para levar o País a um cenário de crescente falência moral, institucional e econômica”, repetem a ladainha, em nota, os clubes militares.