A decisão de Alexandre de Moraes que afastou Flávio Bolsonaro do pai por 90 dias levou, como j á havia analisado Kakay, o clã a transformar a nova restrição judicial em discurso de campanha. Pouco depois da divulgação da medida, Carlos Bolsonaro publicou uma defesa do irmão e afirmou, em publicação no X, que “mesmo com a torcida contra dos permitidos, é @FlavioBolsonaro ou acabou o país!”.
O ministro do Supremo Tribunal Federal proibiu os encontros após o senador divulgar, durante uma transmissão nas redes sociais, uma carta escrita por Jair Bolsonaro. Moraes considerou que o conteúdo violou a ordem que impede o ex-presidente de usar as plataformas digitais diretamente ou com a ajuda de terceiros.
A suspensão deve impedir os encontros entre pai e filho até 11 de outubro, uma semana depois do primeiro turno das eleições. O magistrado também deu 48 horas para a defesa esclarecer se Bolsonaro sabia que o texto seria publicado.
Coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio, Rogério Marinho também classificou a decisão como “autoritária” e “desproporcional”. O senador acusou Moraes de tentar deixar Bolsonaro incomunicável e de interferir na disputa eleitoral.
Marinho comparou o caso ao período em que Lula esteve preso, entre 2018 e 2019. Segundo ele, o petista pôde receber aliados, divulgar cartas e conceder entrevistas. O parlamentar afirmou que não reivindica privilégios, mas tratamento igual perante a lei.