A cientista política Mayra Goulart afirmou, em entrevista exclusiva ao ICL Notícias – 1ª Edição, nesta quarta-feira (22), que a dificuldade de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em encontrar uma candidata a vice-presidente revela o isolamento político de sua pré-candidatura e a falta de capacidade de articulação da família Bolsonaro.
As declarações ocorrem após a senadora Tereza Cristina (PP-MS) recusar o convite para integrar a chapa de Flávio. Ex-ministra da Agricultura no governo Jair Bolsonaro, ela afirmou que sua prioridade é disputar a presidência do Senado em 2027.
“Flávio Bolsonaro, assim como seu pai, não se caracteriza por ser um político muito hábil na relação com outros políticos. Jair Bolsonaro passou sete mandatos na Câmara dos Deputados sem ser um grande articulador e aprovou poucos projetos de sua autoria. Eles são um clã pouco articulado, e isso está traduzido nessa campanha, em que eles não têm coligação eleitoral. O Flávio não tem previsão de vice porque, idealmente, você traz um vice de outro partido para ampliar os apoiadores e os palanques”, analisou Mayra Goulart.
Ela destacou ainda que a construção de alianças regionais é decisiva para uma campanha presidencial. “Ninguém se elege com voto em Brasília. O candidato precisa circular o Brasil para que a informação sobre as eleições chegue ao eleitor menos conectado com a política, que é quem define a eleição. Os palanques regionais são importantes por isso.”
Na avaliação da cientista política, o Centrão evita se associar à candidatura de Flávio por enxergar riscos eleitorais.