A decisão de Progressistas, União Brasil e Republicanos de manter neutralidade na disputa presidencial de 2026 restringiu as opções do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para compor sua chapa e ampliou a vantagem do presidente Lula no tempo de propaganda eleitoral gratuita. Com informações da colunista Daniela Lima, do UOL.
As três siglas integraram a base do governo Jair Bolsonaro e, ao não aderirem à candidatura de seu filho, deixam o PL com menos alternativas para a escolha de um vice. A neutralidade também impede que as legendas transfiram seu tempo de rádio e televisão diretamente à campanha de Flávio.
Na divisão da propaganda, os tempos destinados a Progressistas, União Brasil e Republicanos serão repartidos proporcionalmente entre os partidos que lançarem candidatos ao Planalto, conforme o tamanho das bancadas. Como Lula reúne apoios além do PT, entre eles o PSB, deverá dispor de mais espaço na campanha do que o senador.
Dirigentes do centrão relataram desgaste com a família Bolsonaro e citaram episódios de afastamento e críticas públicas a antigos aliados. Um dirigente resumiu a insatisfação: “Não nos escutam, não nos consultam, nunca fizeram nada por ninguém que não fosse 200% alinhado. Deixe que façam como quiserem”.
O presidente do Progressistas, senador Ciro Nogueira (PP-PI), entrou no centro das tensões após Flávio tentar se desvincular dele, depois de uma operação de busca e apreensão relacionada ao caso Master. Aliados interpretaram a iniciativa como desleal.