É um sábio, respeitado por juristas à direita, ao centro e à esquerda, quem está alertando que Flávio Bolsonaro deve ser contido na sua pretensão de mudar a Constituição.
Leiam o que disse o ex-ministro Celso de Mello ao Globo sobre a ameaça do extremista, feita ontem em Goiânia:
“A Constituição da República não pode ser objeto de um ‘cheque em branco eleitoral’. A reforma constitucional constitui instrumento legítimo de aperfeiçoamento institucional. Seu exercício, contudo, está subordinado a procedimentos e limites que nenhuma vitória nas urnas autoriza transgredir. Também causa profunda estranheza a promessa de ‘redemocratizar’ o Brasil, na medida em que nosso país vive, plenamente, sob regime democrático, com eleições competitivas, pluralismo político, oposição legítima e liberdade de crítica. A própria possibilidade de o candidato disputar a Presidência e defender publicamente suas propostas integra essa realidade”.
Por sua condição de ex-presidente do Supremo, Mello não pode dizer o que outros juristas já disseram: que Flávio Bolsonaro já está pensando em golpe, para se fortalecer, com poderes absolutos, se for eleito.
O jurista Pedro Serrano afirmou em entrevista ao UOL: