Após tentar contornar a crise gerada pela divulgação de uma foto ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o Sicário da milícia digital de Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e seu entorno já se preparam para vive nova tensão pela possibilidade de André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), avalizar uma ação de busca e apreensão em endereços ligados ao clã em razão do suposto patrocínio ao filme Dark Horse, versão da ultradireita da cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL).
A possibilidade de uma ação da Polícia Federal foi fortalecida em razão do desencadeamento, há 10 dias, da 10ª fase da Operação Compliance Zero, que teve como alvo o publicitário Thiago Miranda, dono da agência Mithi, que coordenava “O Time” do banqueiro para atacar desafetos e tentar cooptar jornalistas no chamado Projeto DV, iniciais de Daniel Vorcaro.
Miranda teria sido o responsável por apresentar Flávio Bolsonaro ao dono do Master no final de 2024 e por atuar diretamente na intermediação dos pagamentos de Vorcaro a um fundo nos Estados Unidos para o patrocínio do filme Dark Horse.
Diálogos do celular de Miranda, revelados em maio pelo Intercept Brasil e confirmados pelo Estadão, indicaram que o publicitário marcou encontros entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro e fez cobranças ao banqueiro por pagamentos atrasados.
As mensagens também mostraram que Flávio Bolsonaro teria acertado diretamente com Vorcaro repasses de R$ 134 milhões, sob a justificativa de patrocinar o filme, com os valores sendo enviados a um fundo sediado nos EUA e gerido por um advogado ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro.