A carta em que um cambaleante Jair Bolsonaro (PL) pede para aliados deixarem “de lado as possíveis diferenças” em torno do projeto de poder do clã foi recebida como uma tentativa desesperada de Flávio Bolsonaro (PL) e o irmão, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), de juntar os cacos e tentar manter a pré-candidatura em pé até as convenções partidárias, que terão início na próxima semana, a partir do dia 20.
Sob efeitos de remédios e à beira de um ataque de nervos com a guerra instaurada entre Michelle Bolsonaro (PL) e os filhos do primeiro e segundo casamentos – com a “01” Rogéria Nantes e a “02” Ana Cristina Valle -, o ex-presidente teria cedido aos apelos de Flávio e Eduardo, que dos EUA tem comandado a tropa de choque que busca achacar aliados que, em sua visão, não estariam se engajando na campanha.
A atuação de Eduardo, comandando os ataques de Paulo Figueiredo, Allan dos Santos e Kim Paim, aos propensos desertores causou um clima de apreensão e caça às bruxas, que tem feito a base aliada se esfacelar.
Tidos como aliados de Michelle, Nikolas Ferreira (PL-MG) e Damares Alves (Republicanos-DF) estão sendo alvos constantes do fogo-amigo, que já fez a senadora anunciar que seguirá as diretrizes do partido e permanecerá neutra nas eleições presidenciais.
Soma-se a isso o avanço da Polícia Federal (PF) sobre aliados históricos, como Ciro Nogueira e Antônio Rueda, da federação PP e União, que reclamam do abandono do clã.