Em editorial publicado nesta terça-feira (28), o Estadão chamou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de “candidato nanico”. O jornal, que afirmou ser “muito difícil” escolher entre Fernando Haddad e Jair Bolsonaro nas eleições de 2018, detonou a convenção do filho do ex-presidente, afirmando que ele recorreu a Javier Milei, Donald Trump e Netanyahu, além de um “avatar de IA” do pai, para dar sentido à sua candidatura.
Esse apoio em outras lideranças sustentou a visão do Estadão de que Flávio é “insignificante” e que sua associação a Trump e Milei é “perigosa”, enquanto Lula capitaliza a defesa da soberania. O Datafolha mostra que 52% dos eleitores veem o tarifaço de Trump como benéfico a Flávio. Leia trechos do editorial:
Um desavisado poderia imaginar que o candidato do PL à Presidência da República é Javier Milei, tamanho o protagonismo do presidente argentino na convenção do partido destinada a consagrar Flávio Bolsonaro. Pudera: sem nada a oferecer ao eleitor além do sobrenome de seu pai, Flávio revelou seu verdadeiro tamanho no evento: minúsculo, sem apoio dos principais partidos do Centrão, o senador socorreu-se da “direita internacional” – o argentino Milei, o americano Donald Trump e o israelense Benjamin Netanyahu – e de um avatar de Jair Bolsonaro produzido por inteligência artificial para dar algum sentido à sua candidatura. […]
No entanto, Milei representa como poucos essa vertente política direitista que faz da falta de vergonha e da insolência institucional seus principais ativos políticos. Flávio Bolsonaro, como candidato a presidente de todos os brasileiros, e não somente daqueles que urraram a cada palavrão proferido pelo presidente argentino, deveria ter evitado esse espetáculo constrangedor que nada de bom produz para o País. […]
O caso de Trump é ainda mais perigoso. O presidente americano não disfarça seu interesse em se intrometer nas eleições brasileiras, com o objetivo de instalar no Palácio do Planalto um títere para impulsionar seu projeto de converter a América Latina em seu quintal. […]