O PL voltou ao Tribunal Superior Eleitoral para questionar uma pesquisa da AtlasIntel que mostrou Luiz Inácio Lula da Silva à frente de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial. Além de pedir que o levantamento seja considerado irregular, o partido quer regras mais duras para o registro e a divulgação de pesquisas.
A legenda afirma que o instituto deixou de apresentar, dentro do prazo, informações sobre municípios, setores censitários e composição demográfica da amostra. Também aponta supostas diferenças entre o plano registrado e o questionário aplicado aos entrevistados.
A AtlasIntel nega as irregularidades e diz que enviou os arquivos exigidos ao sistema PesqEle. Segundo o CEO Andrei Roman, o questionamento está fundamentado em uma falha técnica do próprio sistema do TSE, e não em omissão do instituto.
O PL propõe que pesquisas só sejam divulgadas depois da publicação integral de toda a documentação técnica. A sigla também quer que anúncios pagos usados para recrutar entrevistados em redes sociais sejam considerados parte do período oficial de coleta.
A equipe de Flávio avalia contestar ainda a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15), que mostrou Lula com oito pontos de vantagem no segundo turno. A campanha afirma que verificará se o instituto complementou todos os dados exigidos pela legislação.