A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirma que o vídeo produzido com inteligência artificial exibido no último sábado na convenção nacional do PL foi uma decisão exclusiva de sua coordenação eleitoral. Integrantes da equipe dizem que Jair Bolsonaro não recebeu aviso prévio sobre a peça, ponto usado para tentar afastar a hipótese de descumprimento das medidas cautelares impostas ao ex-presidente pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A equipe sustenta que discutiu os riscos jurídicos antes da exibição e concluiu que o material respeitava as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre inteligência artificial. O entendimento dos advogados foi que o vídeo não configurava manifestação política de Bolsonaro porque trazia, logo no início, o aviso de que a imagem e a voz tinham sido geradas por IA.
A advogada Maria Claudia Buchianeri, coordenadora da equipe jurídica da campanha, afirmou que a peça cumpriu as exigências da Justiça Eleitoral. “É uma imagem de IA dizendo que é de IA e em um ato intrapartidário”, disse.
A campanha também afirma que a concepção e a execução do vídeo ficaram sob responsabilidade da coordenação eleitoral de Flávio, sem participação do ex-presidente. Auxiliares reconhecem reservadamente que o episódio abriu uma frente jurídica, mas dizem que a campanha mantém a avaliação de que agiu dentro da legalidade ao usar o recurso tecnológico para marcar a presença simbólica de Bolsonaro na convenção e mobilizar filiados.
Vídeo de Jair Bolsonaro feito por Inteligência Artificial é exibido na convenção do PL pic.twitter.com/F7NZnZiJRe