As instituições estão funcionando. Coube a uma das entidades consagradas no imaginário nacional popular, a Cacique Cobra Coral, exigir um pedido de desculpas do presidente da Argentina, Javier Milei, ao Brasil — coisa que nem o Itamaraty ousou solicitar formalmente.
Diante dos ataques do excêntrico político extremista ao governo Lula e ao STF, na convenção de Flávio Bolsonaro em São Paulo, a entidade deu a seguinte resposta:
“Fundação Cacique Cobra Coral suspende assistência climática para a Argentina, que vem desde a Guerra das Malvinas e o governo Alfonsín. Se o Brasil está longe de romper relações com a Argentina, do lado da fundação ocorreu um ataque político ao nosso país e, enquanto não houver um pedido formal de desculpas, na área climática, a Argentina estará por sua conta e risco, em pleno início da atuação do fenômeno El Nino”.
De origem e perfil místico, a Cobra Coral tem abraçado a preocupação dos cientistas com a crise ambiental. Nunca rezou na cartilha do negacionismo.
Contratada por governos da esquerda à extrema-direita, a entidade espiritual dá nó em pingo d´água e se diz capaz de virar o tempo. Falhou em raríssimas vezes, atrapalhada por questões sobrenaturais, como em um show da cantora Katy Perry no Rock in Rio. Contamos o caso logo adiante.