Jair Bolsonaro, que enfrenta processo na “Papudinha”, teria depressão agravada por disputa familiar entre a esposa Michelle e o filho Flávio, pré‑candidato à Presidência.
O vice‑prefeito Ricardo Mello Araújo disse à CNN que Bolsonaro não tem condição emocional para lidar com a briga e teme por sua vida.
Michelle Bolsonaro foi criticada por divulgar vídeo‑bomba sobre suposta negociação de apoio a Ciro Gomes no Ceará, gerando crise na pré‑campanha do enteado.
O aliado Paulo Figueiredo também foi mencionado, defendendo ideias controversas e recebendo reprovação no contexto da disputa familiar.
Enquanto busca se livrar de um retorno à prisão na Papudinha, Jair Bolsonaro (PL) está acompanhando inerte a guerra instaurada no núcleo do clã entre a esposa, Michelle Bolsonaro (PL), e o filho “01”, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que foi ungido pelo pai como pré-candidato à Presidência.
Amigo pessoal do ex-presidente, de quem ganhou um cargo de comando na Ceagesp em São Paulo, o vice-prefeito paulistano Ricardo Mello Araújo afirmou à CNN que a briga entre a esposa e o filho agravou o quadro de depressão de Bolsonaro.
“Ele (Jair Bolsonaro) não tem condição emocional de lidar com essa situação envolvendo a esposa e o filho. Essa situação vai agravar a depressão do ex-presidente. Temo pela vida dele”, disse a Pedro Venceslau, da CNN.
Mello Araújo ainda reprovou a atitude de Michelle Bolsonaro, que provocou uma hecatombe na campanha do enteado com o vídeo-bomba sobre a negociata em torno do apoio Ciro Gomes (PSDB) no Ceará. E não poupou Paulo Figueiredo, fiel escudeiro de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que defende que as “mulheres votam mal”.
“Michelle prejudica a pré-campanha, mas o Paulo Figueiredo falando aqueles absurdos dos Estados Unidos também”, disse.
“Incontrolável”
Em silêncio diante da guerra no clã, Bolsonaro já teria alertado aliados de que não teria como controlar a esposa, classificando-a como “incontrolável” por diversas vezes, segundo Vera Rosa, no Estadão.
Segundo a jornalista, Bolsonaro já teria tido problemas com a esposa em 2022, quando apoiava o nome de sua ex-ministro Flávio “Arruda” Péres – casada com Augusto Lima, sócio de Daniel Vorcaro no Banco master – para a disputa ao Senado.
Michelle teria “batido o pé” e escolhido Damares Alves (Republicanos-DF), que se elegeu e agora está ao lado da ex-primeira-dama na briga com Flávio Bolsonaro.
Damares participaria inclusive da chamada “Confraria Damaroca”, que Michelle reunia no Palácio da Alvorada para degustar vinhos e assistir a filmes. Além da então ministra, participariam o advogado Ives Gandra Martins e a filha, Ângela.
A relação íntima fez com que Damares ficasse ao lado de Michelle e virasse alvo da milícia digital comandada por Eduardo Bolsonaro, que atua dos EUA em prol do irmão.