As investigações sobre o caso Dark Horse acabam de entrar em uma nova fase. A possibilidade de a Polícia Federal recorrer à Interpol para rastrear bens de Flávio Bolsonaro e do ex-banqueiro Daniel Vorcaro fora do Brasil mostra que a apuração deixou de ser apenas um tema doméstico e ganhou dimensão internacional.
O instrumento em estudo é a chamada difusão prateada da Interpol, mecanismo utilizado para localizar e identificar ativos financeiros e patrimoniais em outros países. Se adotada, a medida poderá ampliar significativamente o alcance das investigações relacionadas ao senador.
Quem acompanha esse caso desde o início sabe que a hipótese de movimentação internacional de recursos não surgiu agora.
Estão lembrados de quando Dudu Bananinha foi às Olimpíadas levar “disquete” com arquivos para jornalistas? E o esquema das joias que tentaram vender, e depois recomprar, no exterior? O episódio revelou uma complexa movimentação envolvendo bens de alto valor e abriu questionamentos sobre a existência de uma estratégia mais ampla de administração de patrimônio fora do país.
Agora, porém, surge um elemento novo. Paralelamente à possibilidade de atuação da Interpol, avança a investigação sobre o esquema Dark Horse. E essa apuração pode vir a examinar eventuais relações entre emendas parlamentares destinadas por Flávio Bolsonaro e benefícios que teriam alcançado Daniel Vorcaro.