Senadores do PL e da bancada bolsonarista que pretendiam manter a posição defendida pelo bolsonarismo e votar contra a PEC do fim da escala 6×1 tiveram que seguir ordens diretas de Jair Bolsonaro (PL) e votar a favor da proposta para não prejudicar eleitoralmente o filho, Flávio Bolsonaro (PL), que disputa o segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo informações da Folha de S.Paulo, citando um membro do PL, “o pau comeu” no encontro da bancada no Senado na semana passada, quando teria sido comunicada a ordem de Bolsonaro para que os parlamentares votassem a favor da proposta do governo Lula, que beneficia os trabalhadores.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordena a campanha de Flávio Bolsonaro, teria sido uma das principais vozes contra a mudança de posição do partido, mas teria sido silenciado pela ordem de Bolsonaro, que alegou que o voto contrário à PEC seria “prejudicial à candidatura presidencial do PL”.
Contrariado, Marinho sequer registrou presença na sessão do plenário na noite desta quarta-feira (14), sendo um dos 5 senadores ausentes na votação que aprovou, por 75 votos a 1 – de Hamilton Mourão (Republicanos-RS) -, o fim da escala 6×1.
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