A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (15), que ele “jamais soube” que o senador Flávio Bolsonaro divulgaria uma carta de apoio à sua pré-candidatura à Presidência pelo PL.
Os advogados responderam ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo que levou Bolsonaro à prisão por tentativa de golpe. Moraes havia dado prazo de 48 horas para esclarecimentos após Flávio ler a carta publicamente e divulgá-la nas redes sociais.
Além de cobrar explicações, Moraes suspendeu as visitas de Flávio Bolsonaro por 90 dias. O ministro considerou que a divulgação do texto desrespeitou a ordem que proíbe o ex-presidente de usar redes sociais “diretamente ou por intermédio de terceiros”.
Na manifestação enviada ao STF, a defesa afirmou que Bolsonaro “jamais soube que a carta seria publicizada, tampouco houve qualquer orientação, ajuste ou combinação prévia acerca da utilização de redes sociais para esse fim”.
Os defensores sustentaram que Bolsonaro cumpre de “maneira rigorosa” as medidas e limitações impostas pela Justiça em sua prisão domiciliar humanitária. Entre as restrições estão a proibição de usar aparelhos de comunicação, acessar redes sociais e divulgar manifestações pessoais por meio de terceiros.