O cantor baiano Netinho morreu nesta terça (13), aos 60 anos, depois de uma carreira que o colocou entre as vozes mais populares do axé music. Intérprete de sucessos como “Mila”, “Beijo na Boca” e “Fim de Semana”, ele também acumulou polêmicas públicas ligadas à política, à comunidade LGBTQIA+ e ao uso de sua principal música em atos bolsonaristas.
Netinho ganhou fama nacional nos trios elétricos e fez de “Mila” um dos refrões mais conhecidos da música baiana. A canção, composta por Manno Góes, se tornou um marco de sua discografia e mais tarde motivou uma disputa entre os dois artistas.
Em 2008, o cantor declarou ser bissexual em entrevista à revista Quem e disse que gostava de “meninos e meninas”. Anos depois, suas falas sobre sexualidade e a população LGBTQIA+ provocaram reações negativas.
Durante uma live com o deputado Eduardo Bolsonaro em 2020, Netinho afirmou que havia decidido deixar de ter relações sexuais quatro anos antes para controlar o que chamava de vício. Na conversa, atacou a comunidade LGBTQIAPN+ ao dizer que seus integrantes “só enxergam a vida pela lente do fiofó” e também definiu o Carnaval de Salvador como “Sodoma e Gomorra”.
Em 2021, Netinho cantou “Mila” em um ato pró-Bolsonaro, em São Paulo, que defendia intervenção militar. Manno Góes repudiou o uso político da obra e afirmou que não autorizava sua utilização naquele evento.