A bandeira dos Estados Confederados, encontrada entre os materiais apreendidos pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) durante a Operação Rede Interrompida, costuma ser defendida publicamente por um deputado bolsonarista.
A operação, deflagrada nesta terça-feira (4), investiga um plano para atacar prédios públicos em Brasília durante o período eleitoral de 2026 . Oito pessoas, com idades entre 19 e 31 anos, são alvo da investigação, conduzida pela Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento (DPCev).
Entre os materiais apreendidos está uma bandeira de batalha dos Estados Confederados, um capuz semelhante aos usados pela Ku Klux Klan (KKK) e uma camiseta da banda Burzum, cujo fundador, o norueguês Varg Vikernes, é conhecido por suas posições neonazistas e supremacistas.
Segundo a PCDF, o grupo compartilhava plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de prédios públicos da região central de Brasília, mapas da capital, estratégias de ocupação de edifícios, discussões sobre recrutamento de participantes e manuais para fabricação de artefatos explosivos.
A bandeira apreendida é a chamada bandeira de batalha dos Estados Confederados, utilizada pelos estados do sul dos Estados Unidos durante a Guerra Civil (1861-1865), travada em defesa da manutenção da escravidão.