Agentes do bolsonarismo lançam uma ofensiva contra a diplomacia brasileira, antecipando uma suposta vitória da extrema direita nas eleições presidenciais em 25 de outubro. Com o monitoramento das redes sociais de embaixadores e servidores, recados enviados a adversários e ameaças abertas, aliados do senador Flávio Bolsonaro sinalizam uma operação de caça à bruxas dentro de uma instituição de estado.
O ICL Notícias coletou mais de uma dezena de episódios que revela a truculência da base de Flávio dentro da chancelaria brasileira.
Um dos embaixadores de maior prestígio dentro do Itamaraty relatou, na condição de anonimato, a exigência de uma milícia digital que está fiscalizando quais diplomatas brasileiros contam com qualquer tipo de símbolo do PT, do MST ou de grupos progressistas em suas redes sociais.
A ideia é a de coletar dados para a elaboração de uma “lista suja” e que, num eventual governo de Flávio Bolsonaro, poderia ser usada para punir diplomatas. Dentro do Itamaraty, eles passaram a ser chamados de “capangas” do Flávio.
Outra marca do grupo de extrema direita tem sido o de enviar mensagens por intermediários para embaixadores e negociadores. O recado é de que, por seus históricos na ala progressista, esses funcionários deveriam se preparar para serem deslocados para cargos periféricos ou até deixados sem função.