A Casa Rosada não pretende pedir desculpas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após os insultos do mandatário argentino, Javier Milei, que xingou o homólogo brasileiro de “ladrão”, “presidiário” e “esquerdista” durante a convenção do Partido Liberal (PL), no último sábado (25/07) em São Paulo. A informação é do La Nación, em reportagem publicada neste domingo (26/07), com base em fontes diplomáticas e governamentais.
“Não haverá pedido de desculpas”, comentou um alto funcionário da Casa Rosada, familiarizado com a animosidade do presidente argentino em relação ao líder brasileiro. Segundo o jornal, apesar do distanciamento entre os dois líderes latino-americanos, poucas pessoas dentro do governo esperavam um ataque dessas proporções.
A retratação, afirmam as fontes, também poderá ser dificultada devido a presença da secretária-geral da Presidência argentina, Karina Milei, e do ministro das Relações Exteriores do país vizinho, Pablo Quirno, na cerimônia que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto.
“Talvez não dizer mais nada seja uma forma de desescalar a situação”, disse uma fonte ao jornal, embora o próprio presidente do país tenha mantido o tom elevado contra o país no domingo, acusando a existência de uma suposta campanha contra a Argentina, por ocasião da Copa do Mundo, com financiamento do Brasil, do México e de democratas norte-americanos.
“Quem investiu mais dinheiro nessa campanha anti-Argentina… o governo brasileiro. 25% dos recursos vieram do governo brasileiro. E depois vêm me falar de interferência “, declarou à Rádio Mitre.