O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, autorizou nesta quarta-feira (14) o retorno antecipado do canal de WhatsApp “Exército de Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), depois que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu que o mesmo bloqueio imposto ao grupo pró-Lula fosse aplicado ao “Tropa do Flávio”, ligado à campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
Kassio havia determinado que o “Exército de Lula” permanecesse fora do ar por 48 horas porque o canal ainda precisava ser formalmente registrado como instrumento de propaganda eleitoral. A medida, porém, não foi aplicada ao canal de Flávio Bolsonaro, apesar de ele também ter sido comunicado ao TSE depois de já estar em funcionamento.
A diferença de tratamento alimentou questionamentos sobre a atuação do presidente do TSE no segundo turno e sobre uma possível interferência eleitoral em prol da candidatura de Flávio.
O canal “Tropa do Flávio” foi informado ao TSE na terça-feira (13), quando já estava em funcionamento, mas não sofreu a suspensão de 48 horas aplicada ao canal de Janones.
Diante da situação, a Coligação Brasil Pronto Pra Mais, de Lula, acionou o tribunal nesta quarta-feira e pediu que o canal de Flávio fosse submetido à mesma medida.