
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, divulgou nota após se reunir com Michelle Bolsonaro e disse que a ex-primeira-dama “passa por um momento difícil” ao deixar a presidência do PL Mulher em meio à crise pública com o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Na manifestação, Valdemar afirmou que Michelle “sente de perto as injustiças e as angústias que o maior líder da história recente deste país vem passando”, em referência a Jair Bolsonaro. O ex-presidente está em prisão domiciliar desde março.
Michelle anunciou nesta terça-feira (30) a saída do comando nacional do PL Mulher. Em nota própria, ela afirmou que decidiu deixar o cargo para se dedicar “integralmente” aos cuidados com o marido e a filha.
Segundo a ex-primeira-dama, a decisão saiu após uma reflexão com Jair Bolsonaro sobre o momento vivido pela família. Valdemar tentou reduzir a tensão entre Michelle e Flávio depois da divulgação de um vídeo em que ela critica o enteado.
Crise entre Michelle e Flávio Bolsonaro pressionou o PL
No vídeo, Michelle disse que Flávio a maltratou e a humilhou. O senador, filho mais velho de Jair Bolsonaro, é pré-candidato do PL à Presidência da República e foi escolhido pelo ex-presidente como candidato à eleição de outubro, segundo a pauta.
Após a publicação do vídeo, Flávio pediu desculpas e afirmou que não quis ofender Michelle. A crise abriu uma disputa pública dentro do núcleo político bolsonarista e levou Valdemar a se reunir com a ex-primeira-dama.
Depois do anúncio, o presidente do PL declarou: “Michelle fez um excelente trabalho à frente do PL mulher mas, nesse momento, decidiu deixar a presidência nacional do PL Mulher porque fez a opção de concentrar suas atividades em cuidar do nosso presidente. Temos que respeitar essa decisão”.
Jair Bolsonaro cumpre desde novembro do ano passado a pena de 27 anos e três meses de prisão por ter sido considerado líder de uma organização criminosa que tentou dar um golpe de Estado em 2022 para mantê-lo no poder mesmo após a derrota eleitoral. Alexandre de Moraes concedeu a prisão domiciliar ao considerar que o estado de saúde do ex-presidente justificava a medida.