Um relatório apresentado pelo partido Missão aponta que o pedido de filiação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à sigla partiu de um dispositivo com IP associado a Belo Horizonte. O registro mantém o parlamentar vinculado ao partido e impede, por enquanto, a formalização de sua candidatura à Presidência pelo PL nos sistemas da Justiça Eleitoral.
O deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) e o secretário-geral da legenda, Victor Couto, exibiram os dados em uma live nesta quinta-feira (13). Segundo o relatório da equipe de tecnologia do partido, o pedido entrou no sistema às 9h05min36s de 2 de agosto.
O documento identifica o IP 2804:14c:5bd5:8b29:1ef3:c3f8:cb63:8cec, relacionado a um dispositivo de Belo Horizonte. A identificação, porém, não permite concluir automaticamente que a solicitação ocorreu na capital mineira, porque usuários podem alterar ou mascarar esse tipo de dado.
“Nosso jurídico já levantou que esse IP é de Minas Gerais. Ainda não sabemos dizer ao certo a casa, mas isso é o que a Polícia Federal deve encontrar”, afirmou Couto. O Missão informou que encaminhou os dados às autoridades competentes.
O Tribunal Superior Eleitoral negou que hackers tenham atacado o sistema de filiação partidária. A Corte afirmou que alguém com credenciais do próprio Missão usou indevidamente a ferramenta para efetivar a filiação de Flávio.