Por meio de sua defesa, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, afirmou nesta quarta-feira (29) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não autorizou a utilização de sua imagem e voz para a produção do vídeo de inteligência artificial (IA) apresentado na convenção nacional do PL, ocasião em que foi oficializada a candidatura do seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A manifestação aconteceu após um pedido de explicações do ministro Alexandre de Moraes, que deu prazo de 48 horas para a defesa se manifestar, já que Bolsonaro está proibido de divulgar manifestações político-eleitorais, inclusive por terceiros.
Ao negar a autorização, a defesa do ex-presidente abre precedente para que a exibição do vídeo seja caracterizada como divulgação de deep fake, que ocorre pela criação de conteúdo artificial para associar voz ou imagem artificiais a candidato, sem autorização, como apontou o ministro Moraes. Esse tipo de conteúdo foi proibido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Após divulgar uma carta de apoio do pai, Flávio ficou impedido de visitá-lo por 90 dias e, por isso, segundo os advogados, o ex-presidente não teria como autorizar a produção do vídeo. Ambos só poderão se encontrar após o primeiro turno das eleições.
Ao mesmo tempo, a defesa ressaltou que os filhos de Bolsonaro sempre usam a imagem do pai.