O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou nesta terça-feira (13) que votará a favor do fim da escala de trabalho 6×1, depois de meses de resistência à proposta. Um levantamento do ICL Notícias identificou sete episódios envolvendo o candidato à Presidência e integrantes de sua campanha, entre críticas à redução da jornada, apresentação de uma proposta alternativa e articulações para adiar a votação no Senado. Um dos episódios envolve uma denúncia de obstrução feita pelo líder do governo no Congresso.
A mudança de posição ocorreu a 12 dias do segundo turno da eleição presidencial, após uma visita ao pai, Jair Bolsonaro. Até a semana passada, Flávio classificava a proposta como oportunista e defendia que o Congresso deixasse a votação para depois das eleições.
Agora, o candidato afirma que votará a favor da medida porque essa seria a vontade da maioria dos trabalhadores brasileiros. Também prometeu que, caso seja eleito, seu governo ajudará os empresários a arcar com os custos da redução da jornada, mas não apresentou estimativas nem explicou como financiaria a compensação.
A proposta em discussão no Senado prevê reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, garantir dois dias de descanso por semana e preservar os salários. A votação está prevista para quarta-feira (14).
O histórico de resistência envolve declarações do próprio Flávio, iniciativas legislativas de Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de sua campanha presidencial, e movimentos políticos para postergar a apreciação da proposta.