A relação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o advogado Willer Tomaz de Souza vai além dos encontros sociais comuns em Brasília. Ao longo dos últimos anos, a proximidade entre os dois se estendeu à vida familiar do parlamentar, a viagens em aeronaves privadas, a articulações no meio jurídico e a episódios envolvendo o escritório de advocacia de Flávio.
O vínculo ganhou novo peso após Willer se tornar alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga um esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS. Na apuração, o advogado é apontado como parte de uma estrutura financeira e patrimonial sob suspeita.
Até o momento, não há indícios públicos de que Flávio tenha participado das fraudes ou se beneficiado da estrutura investigada. Ainda assim, a presença de Willer em seu círculo mais próximo ajuda a dimensionar o alcance político do advogado e vai além da simples definição de “amigo”, usada desde o início do caso.
Registros mostram que Willer não era apenas um conhecido de eventos em Brasília. Ele viajou com o senador e sua família, frequentou ambientes privados, apareceu ligado à administração do escritório de Flávio e participou de articulações envolvendo tribunais superiores.
Em 2021, a proximidade entre os dois já era conhecida nos bastidores a ponto de Flávio, Willer e o advogado Frederick Wassef serem apelidados de “WWF”. O trio negava qualquer sociedade profissional. Wassef já atuava como advogado da família Bolsonaro, inclusive na defesa de Flávio no caso das rachadinhas.