O advogado Willer Tomaz, amigo de longa data do senador Flávio Bolsonaro (PL), é alvo de investigação da Polícia Federal por receber vazamentos de minutas de decisões do STJ e pareceres do MPF antes da publicação oficial. Segundo a PF, o acesso antecipado a essas informações sigilosas permitia ao escritório ajustar estratégias jurídicas em tempo real, decidindo sobre a apresentação ou desistência de recursos conforme o resultado esperado dos julgamentos.
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O caso envolve ainda o procurador aposentado Antônio Carlos Simões Soares, também ligado a Flávio Bolsonaro, e um funcionário de informática do STJ apontados como possíveis canais do vazamento. O tribunal informou que abriu investigação interna sobre o caso. As informações foram divulgadas neste sábado (17) em reportagem de Natália Portinari e Fábio Serapião, no Uol.
A PF aponta que o escritório de Willer Tomaz recebia minutas de acórdãos do STJ e pareceres do MPF antes de sua publicação oficial, o que configuraria acesso irregular a documentos protegidos por sigilo. A investigação indica que, de posse dessas informações, o escritório sabia com antecedência se um julgamento seria favorável ou desfavorável aos seus clientes e, a partir disso, definia a estratégia processual mais conveniente, incluindo a desistência de recursos já pautados.
A proximidade entre Tomaz e Flávio Bolsonaro não é apenas política. Segundo a investigação da PF, os dois eram beneficiários de uma mesma conta bancária no Santander, e o advogado teria bancado viagens do senador na Europa. A suspeita é de Flávio Bolsonaro seria sócio oculto do amigo na empresa, que tem sociedade com Daniel Vorcaro, do Banco Master, em um jatinho.