Em ação sobre a privatização da Sabesp, MP-SP pediu ao governo Tarcísio de Freitas, informações sobre a Ambipar, que tem como conselheiro Rogério Lourenço Novo, único dono das empresas que o escritório de Flávio Bolsonaro emitiu R$ 1,5 milhão em notas.
Por: Plínio Teodoro Publicado: 23/07/2026 - às 10h14 Atualizado: 23/07/2026 - às 10h45 | 10 min de leitura
As três notas fiscais – duas delas canceladas – no valor de R$ 1,5 milhão emitidas pelo escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro às empresas Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A. e a Contábil Correa Contabilidade & Auditoria LTDA, do contador Rogério Lourenço Novo, expõe um elo que entrou na mira do Ministério Público de São Paulo e liga o filho “01” de Jair Bolsonaro a um suposto esquema conduzido pelo grupo ligado a Daniel Vorcaro nos processos de privatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, a Sabesp, e da Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A., a Emae, conduzidas pelo governador Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos) entre abril e julho de 2024.
LEIA TAMBÉM:
Copasa é privatizada em meio a ações na Justiça e temor de repetir problemas de SP
Segundo informações tornadas públicas nesta quinta-feira (23) pelo site Metrópoles, o escritório Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia, que tem o senador como único sócio, emitiu duas notas fiscais de R$ 500 mil para a Copenhagen em 7 de abril de 2025. Uma das notas foi cancelada no mesmo dia. A outra foi cancelada em 9 de abril.