Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) demonstram preocupação com a influência que Eduardo e Carlos Bolsonaro podem exercer em um eventual governo do senador. Integrantes da ala pragmática do PL e do Centrão consideram difícil que a formação da equipe ocorra sem a participação dos dois irmãos, mesmo com a sinalização de que familiares teriam espaço limitado. Com informações de O Globo.
O foco da apreensão recai sobre Eduardo Bolsonaro, que busca protagonismo em temas de política externa e mantém contatos próprios fora do país. Auxiliares de Flávio receiam que o ex-deputado assuma compromissos ou adote posições que conflitem com a orientação do presidente e do chanceler que vier a ser escolhido.
Flávio indicou a interlocutores que pretende montar uma gestão menos ideológica, com quadros técnicos e indicações partidárias. Em entrevista à TV Globo, ele descartou a hipótese de Eduardo comandar o Itamaraty e afirmou que uma eventual nomeação de Jair Bolsonaro não estava “no radar”.
Renato Bolsonaro, tio de Flávio e irmão mais novo do ex-presidente, disse que Jair Bolsonaro deve atuar como conselheiro político. “Jair deve ter uma participação importante, como conselheiro. Ele tem experiência”, afirmou.
No início do mês, Eduardo mencionou a possibilidade de assumir o Ministério das Relações Exteriores, defendeu a transferência da embaixada brasileira em Israel para Jerusalém e propôs uma “faxina” entre diplomatas que considera alinhados ao governo Lula. Em vídeo, afirmou ter acesso a autoridades estrangeiras e disse que poderia deixar o irmão na “cara do gol na Casa Branca para falar com (Donald) Trump”.