Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passaram a tratar a desmobilização do eleitorado bolsonarista como um risco concreto na disputa pela Presidência em 2026, diante da percepção de que o pré-candidato pode perder para Lula em outubro.
A avaliação de um interlocutor frequente de Flávio é que os comandantes da campanha decidiram apresentar o filho de Jair Bolsonaro como um nome moderado, movimento que provocaria desencanto em parte do eleitorado mais radicalizado da direita.
Um aliado do senador que participa das discussões internas e diverge dos rumos da campanha afirma que o desânimo pode levar um percentual elevado de eleitores de Flávio a não comparecer às urnas.
Essa leitura preocupa o entorno do pré-candidato porque um cenário de empate com Lula poderia se transformar em vitória do petista por margem maior quando os votos fossem apurados, impulsionada pela abstenção de bolsonaristas.
A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) aponta queda contínua de Flávio desde abril. Naquele mês, ele aparecia com 42% contra 40% de Lula em uma simulação de segundo turno.