O presidente do União Brasil, Antônio Rueda, e o vice-presidente da legenda, ACM Neto, que integram a cúpula partidária envolvida na campanha de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais, atuaram nos bastidores para abrir as portas de fundos de previdência estaduais ao Banco Master, de Daniel Vorcaro.
Mensagens de WhatsApp extraídas pela Polícia Federal do celular do banqueiro revelam uma rede de articulações políticas que alcançou governos estaduais do PL e do União Brasil, além de indicados do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), na administração dos recursos destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões de servidores públicos.
As conversas foram reveladas nesta sexta-feira (16) em reportagem de Fábio Serapião, Natália Portinari e Cézar Feitoza, no UOL, e mostram como Rueda era tratado por executivos do Master como peça importante para viabilizar operações em diferentes estados.
O avanço do banco sobre os recursos previdenciários ocorreu especialmente entre 2023 e 2024, período em que o Master buscava ampliar sua captação de recursos.
Em proposta de colaboração premiada rejeitada pela PF e pela Procuradoria-Geral da República (PGR), Vorcaro afirmou que Rueda e ACM Neto teriam negociado comissões equivalentes a 10% dos valores investidos pelos institutos de previdência.