O ex-presidente da Argentina, Alberto Fernández, chamou seu sucessor, Javier Milei, de “energúmeno”, em publicação na rede social X, após a visita do atual mandatário ao Brasil, neste sábado (25).
A declaração responde a críticos que comparavam as duas visitas a líderes presos, e chega em meio a uma crise diplomática sem precedentes entre Brasil e Argentina, desencadeada pelas ofensas de Milei ao presidente Lula, ao STF e ao povo brasileiro durante o evento em solo nacional.
Em sua publicação, Fernández foi direto ao ponto ao rebater quem equiparava sua ida a Curitiba em 2018, quando visitou Lula na prisão, com a tentativa de Milei de encontrar Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.
“Milei foi ao Brasil para gritar como um energúmeno, exigindo ver um golpista preso. Eu fui a Curitiba exigindo a liberdade de um inocente. Hoje Lula é Presidente do Brasil e Bolsonaro está preso por promover um golpe de Estado. Insultar o presidente de um país irmão e principal sócio comercial não tem perdão”, publicou Fernández”.
A distinção que Fernández traça não é apenas biográfica: é política. Kirchnerista, corrente peronista de esquerda historicamente aliada ao PT no cenário regional, o ex-presidente posiciona a comparação como uma inversão de sentido, ressaltando que o tempo confirmou quem era o inocente e quem era o golpista. A fala condensa o alinhamento progressista que marcou sua gestão e que o coloca, hoje, no campo oposto ao de Milei.