A divulgação de uma fotografia do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao lado de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “ Sicário “, continua repercutindo nos bastidores da política. Em publicação nas redes sociais, o advogado e escritor Eduardo Goldemberg afirmou que o episódio seria apenas o início de uma nova crise e escreveu que há “pelo menos mais duas granadas com alto poder destrutivo a caminho”, em referência a possíveis novas revelações envolvendo o parlamentar.
A imagem, divulgada pela jornalista Juliana Dal Piva, do portal ICL Notícias, mostra Flávio Bolsonaro sem camisa ao lado de Mourão em um hotel no Rio de Janeiro. Luiz Phillipi Mourão foi apontado pela Polícia Federal como chefe de um grupo de intimidação supostamente ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo controlador do Banco Master. Preso durante a Operação Compliance Zero, Mourão teve morte cerebral confirmada após uma tentativa de suicídio enquanto estava sob custódia.
Após a divulgação da fotografia, Flávio Bolsonaro afirmou que, por ser uma figura pública, costuma tirar fotos com pessoas desconhecidas e disse que a imagem poderia ter sido produzida por inteligência artificial. Posteriormente, análises divulgadas por portais especializados em verificação de conteúdo indicaram baixa probabilidade de manipulação digital.
Na publicação, Goldemberg não detalha quais seriam as “duas granadas” mencionadas. A declaração, no entanto, ocorre em meio a outras frentes de desgaste envolvendo o entorno político do senador.
Uma delas diz respeito às investigações relacionadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O caso ganhou novos capítulos após a divulgação de informações e áudios sobre um aporte de R$ 61 milhões no filme Dark Horse, produção inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro e idealizada por aliados de Flávio, entre eles o deputado Mario Frias. O senador inicialmente negou a operação, mas posteriormente admitiu o recebimento dos recursos.