Advogado Paulo Cunha Bueno, da defesa de Jair Bolsonaro, reuniu‑se com o ministro Alexandre de Moraes, do STF, nesta terça‑feira (30), para solicitar a manutenção da prisão domiciliar humanitária do ex‑presidente.
A defesa apresentou argumentos sobre a condição de saúde de Bolsonaro e sobre a arma encontrada em sua residência.
Moraes, relator da ação penal (AP 2268) no STF, ouviu os argumentos e manifestou preocupação com a saúde e os cuidados ao ex‑mandatário.
O pedido ocorre enquanto o STF avalia a continuidade ou revisão das medidas de custódia impostas a Bolsonaro.
O advogado Paulo Cunha Bueno, que atua na defesa do ex-president e Jair Bolsonar o (PL), se reuniu nesta terça-feira (30) com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para pedir a manutenção da prisão domiciliar humanitária do ex-mandatário.
No encontro, a defesa apresentou argumentos sobre o estado de saúde de Bolsonaro e também tratou do episódio envolvendo uma arma encontrada na residência do ex-presidente. Moraes é o relator do processo de execução penal da AP 2268 no STF.
Segundo Cunha Bueno, o ministro ouviu os argumentos da defesa e demonstrou preocupação com a condição médica de Bolsonaro e com os cuidados dispensados ao ex-presidente.
“O Ministro relator, com muita urbanidade, deu audição atenta aos argumentos trazidos — tanto no que tange à atual situação médica, quanto à questão referente a arma havida na residência —, deixando assente sua preocupação em relação à condição de saúde e aos cuidados que vem sendo dispensados.”
A defesa sustenta que Bolsonaro preenche os requisitos humanitários para permanecer em prisão domiciliar excepcional. O pedido ocorre em meio à análise do STF sobre a continuidade ou eventual revisão das condições impostas ao ex-presidente.
“Tenho que os argumentos trazidos, sobre ambos os tópicos a serem apreciados, são relevantes e encontram-se com fundamentos bastantes para a manutenção do regime domiciliar, na medida em que o Presidente, à notória evidência, ostenta os requisitos de cariz humanitário a justificar a custódia domiciliar excepcional.”
A arma de Bolsonaro
O caso ganhou novo desdobramento após a descoberta de uma arma ligada a Bolsonaro em posse de um de seus seguranças. Diante do episódio, Moraes pediu manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a situação do ex-presidente.
Além disso, relatórios médicos encaminhados ao Supremo apontam que Bolsonaro apresentou piora recente no quadro de saúde, com episódios de picos hipertensivos e necessidade de doses extras de medicação.
Até o momento, Moraes ainda não decidiu sobre o pedido da defesa.