Adesivos de Flávio Bolsonaro ou Lula no carro podem colocar a cobertura do seguro em risco, mas não porque a imagem ou o nome de um candidato, por si só, anule a apólice. O problema surge quando a propaganda eleitoral vem acompanhada de uma mudança relevante na utilização do veículo, como maior circulação em atos políticos, transporte de equipes e materiais de campanha ou exposição mais frequente a tumultos e vandalismo, sem que a seguradora seja informada.
O alerta foi feito pela Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), segundo reportagem publicada pela Veja nesta segunda-feira (10). A entidade recomenda que o motorista comunique previamente a seguradora se pretende colocar o automóvel a serviço de uma campanha. Dependendo da mudança no perfil de risco, pode ser necessário alterar a apólice por meio de um endosso.
O primeiro ponto é separar duas situações. Colocar um adesivo de Lula, Flávio Bolsonaro ou qualquer outro candidato no veículo para manifestar uma preferência política não significa, automaticamente, perder o seguro do carro.
O que interessa para a seguradora é se houve uma alteração relevante do risco assumido quando o contrato foi feito. Um veículo contratado para uso particular que passa a circular intensamente em carreatas, transportar pessoas ou materiais de campanha e frequentar eventos políticos pode apresentar um perfil diferente daquele informado originalmente.
A própria Superintendência de Seguros Privados (Susep) explica que fatores como tipo de utilização do automóvel, região de circulação e perfil do condutor entram na avaliação de risco. Mudanças nessas informações durante a vigência devem ser comunicadas à seguradora.