Negociações milionárias com o dono do Banco Master, preso por fraude bancária com uso do dinheiro público, para rodar o filme ‘Dark Horse’ com orçamento de R$ 134 milhões – equivalente a grandes produções de Hollywood. Por que um dos maiores escândalos de corrupção não afeta a popularidade do candidato Flávio Bolsonaro (PL)?
Um relatório produzido pelo Instituto Ipse Global a partir da análise do debate público digital e redes sociais indicam que as acusações judiciais contra o senador Flávio Bolsonaro ajudam a explicar porque os escândalos de corrupção envolvendo o senador não geram impacto nas intenções de voto. Os dados foram coletados até 13 de setembro e divulgados nesta segunda-feira (14).
O candidato é retratado como agressor em 48% da exposição e como vítima em 44,8% dos registros. Paralelamente, instituições como a PF e STF aparecem enquadradas como agressoras em cerca de metade das menções, reforçando a tese de vitimização entre seus apoiadores. Os indicadores agregados apontam que, embora as denúncias morais não provoquem quedas acentuadas na base já consolidada, elas estabelecem um teto rígido para a expansão de seu eleitorado.
“O eleitor já está insensível em relação ao debate de corrupção e viu que a sua vida não melhorou com isso. Todo o ataque às instituições levou o PT a defendê-las, mas isso o tornou um defensor do sistema aos olhos das pessoas”, pontua o CEO do Instituto, Leonardo Magalhães ao Brasil de Fato.
No perfil do próprio parlamentar, os temas mais frequentes são o conflito povo versus elite (27,7%), guerra cultural (21,1%) e ameaça à democracia (17%), ficando os registros de obras próprias limitados a 2% e 15,7% associados ao bem comum.