O que Fabrício Queiroz, Adriano da Nóbrega, Frederick Wassef, Daniel Vorcaro, Mário Frias, Karina Gama e um contador preso na investigação das fraudes do INSS têm em comum?
Em momentos diferentes, todos entraram no raio de relações políticas, pessoais, profissionais, empresariais ou financeiras de Flávio Bolsonaro e de seu entorno. Alguns foram condenados. Outros, denunciados ou investigados. Há também empresários e operadores que aparecem em investigações ainda em andamento.
O que importa aqui não é uma relação isolada. É a recorrência. São mais de duas décadas em que personagens envolvidos com rachadinhas, milícias, lavagem de dinheiro, Banco Master, recursos públicos e, mais recentemente, fraudes contra aposentados aparecem, desaparecem e reaparecem ao redor da trajetória política de Flávio Bolsonaro.
Agora ele disputa a Presidência da República. E alguns personagens do passado voltaram à cena enquanto novos nomes entram no mapa. A questão, portanto, deixou de interessar apenas à biografia do candidato.
Fabrício Queiroz é o personagem que melhor atravessa essa história. Amigo antigo de Jair Bolsonaro, ex-policial militar e assessor de Flávio, foi apontado pelo Ministério Público como operador financeiro do esquema das rachadinhas na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.