Uma cena que parece, mas não É banal, vista na edição dessa terça-feira do Bom dia São Paulo, da Globo. O repórter João Netto está cobrindo a greve nos trens, contra a privatização de linhas pelo governo de Tarcísio de Freitas, e ouve uma moça numa estação de ônibus.
O repórter faz a abordagem e acontece o que muitos jornalistas, principalmente os âncoras, consideram um momento desagradável. A moça não critica a paralisação, como muitos esperavam, e ataca as privatizações, Tarcísio de Freitas e Bolsonaro.
O repórter teve o ‘azar’ de abordar uma trabalhadora aliada dos servidores públicos, e não uma distraída que pudesse reproduzir a voz dos governantes e do patrões. A entrevistada, da qual não se sabe o nome, começa sua fala contra a direita e o repórter puxa o microfone e tenta tirá-la de cena.
Mas Netto controla o áudio, não controla a câmera e muito menos seu colega de trabalho. E o repórter cinematográfico Leandro Matoso mantém a moça na imagem, enquanto Netto se afasta.
E por que manteve? Porque é jornalista. O governador pode aparecer nos jornais da TV Globo dizendo que a greve é apenas baderna e manipulação política. Mas o usuário, dono do patrimônio público, não pode criticar o governador privatista e seu padrinho extremista?