Aliados de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) atribuem à demora do senador em procurar Tereza Cristina (PP-MS) o fracasso da negociação para que ela fosse vice em sua chapa presidencial. O PP e seu presidente, Ciro Nogueira, decidiram manter neutralidade na disputa pelo Palácio do Planalto, mas integrantes do PL e do próprio PP avaliam que a articulação chegou tarde.
Valdemar Costa Neto, presidente do PL, tratava Tereza Cristina como um nome ideal para a vaga. Mesmo assim, Flávio só conversou diretamente com a senadora na última quarta-feira, quando ela viajou a Brasília para uma reunião com ele e com o coordenador da campanha, Rogério Marinho (PL-RN).
Na conversa, Tereza Cristina indicou que aceitaria integrar a chapa se a federação entre PP e União Brasil desse aval. O PP rejeitou a possibilidade em nota pública e reafirmou que permanecerá neutro na corrida presidencial.
Ex-ministra da Agricultura no governo Jair Bolsonaro, Tereza Cristina também entrou na lista de possíveis vices na campanha de reeleição de 2022. Naquele ano, Jair Bolsonaro resistiu à indicação e escolheu o general Walter Braga Netto (PL), apesar das gestões de Valdemar e de Ciro Nogueira.
Um interlocutor frequente da senadora afirmou que a reunião da última semana foi a primeira vez que alguém da família Bolsonaro tratou do assunto com ela. “Até então só quem falava sobre isso com ela era Valdemar, que aliás insistiu muito”, disse. “Aí já era tarde.”