O senador Flávio Bolsonaro (PL) recebeu de aliados a sugestão de criar um conselho de campanha, reunindo políticos de partidos que não o apoiam formalmente, além de empresários, advogados e representantes da sociedade.
Segundo a Folha, o senador já deu aval à ideia, que visa contraditar a acusação de isolamento político, especialmente porque sua candidatura provavelmente não terá legendas coligadas. Siglas que poderiam ser aliadas naturais, como Republicanos, Podemos e a federação formada por União Brasil e PP, tendem à neutralidade. O objetivo também é tentar reforçar que ele é um homem aberto ao diálogo, em contraste com Lula, que se cerca da esquerda.
O senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Progressistas, comunicou a Flávio que a federação formada por PP e União Brasil deve adotar neutralidade no primeiro turno da eleição presidencial, frustrando a tentativa do pré-candidato do PL de fechar uma aliança com o bloco.
Ciro e Flávio conversaram na quarta-feira (22). O senador ainda esperava atrair Progressistas e União Brasil, mas as siglas decidiram preservar espaço para acordos estaduais e liberar seus correligionários em disputas regionais.
A federação pode apoiar candidatos da direita em alguns estados e, em outros, se alinhar a aliados de Lula. A mesma posição de neutralidade no primeiro turno pode se repetir no segundo, caso a direção dos partidos mantenha a estratégia.