Há pouco mais de 5 anos, durante o governo de extrema direita de Jair Bolsonaro (PL), milhares de brasileiros disputavam ossos de boi e carcaças de frango no lixo, numa tentativa desesperada de garantir o alimento da família. As imagens da miséria do nosso povo revirando restos de comida chocaram o mundo e ficarão eternizadas na memória e na história de um país cujo governo deveria ter sido criminalizado por agir deliberadamente contra a saúde da população num cenário de pandemia global e por agravar a fome.
Com Bolsonaro, registramos mais de 700 mil mortes por Covid-19 na pandemia e voltamos ao Mapa da Fome, um retrocesso inédito no mundo.
Corta para 2026. Sob a gestão do presidente Lula (PT) reconstruímos o país e saímos novamente do Mapa da Fome. Programas sociais, como Bolsa Família e Gás do Povo, voltaram a entrar na casa de milhões de famílias brasileiras para combater a insegurança alimentar.
Isenção de imposto de renda para quem ganha até R$5 mil, Programa Desenrola, políticas de renegociação de dívidas e de valorização do salário mínimo, redução do desemprego, inflação controlada, crescimento do PIB, Minha Casa, Minha Vida, Agora Tem Especialistas, Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), crédito para fortalecer a agricultura familiar, avanços (ainda insuficientes, é verdade!) na reforma agrária, crédito estudantil, como Fies e Prouni… Eu poderia ficar horas aqui listando todas as iniciativas do governo Lula em benefício do povo trabalhador, mas hoje quero falar especialmente de uma conquista que me toca num lugar muito sensível, por estar diretamente ligada à luta histórica do Movimento dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST).
O Brasil não apenas permaneceu bem longe do Mapa da Fome pelo segundo ano consecutivo, como também registrou o menor índice de insegurança alimentar severa da história. No triênio de 2023 a 2025, o primeiro que leva em conta apenas os anos da gestão do presidente Lula, a fome ficou em 0,6%. É o menor patamar de toda a série histórica, representando uma queda substancial de mais de 91% nos últimos nove anos analisados: 6,6% (2021-2023); 3,4% (2022-2024) e 0,6% (2023-2025). A informação foi divulgada nesta terça-feira (21) pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO-ONU).